Expulsaun Diplomata : Junta Militar de Myanmar Ordena Timor-Leste Deixar o País até 20 de Fevereiro

Imagem : Secretário Permanente do Ministério das Relações Exteriores de Myanmar encontra Elisio do Rosario de Sousa, encarregado de negócios da Embaixada de Timor-Leste, em Naypyitaw, em 16 de janeiro de 2026.

SAPNewsTL – A junta militar de Myanmar ordenou que o encarregado de negócios de Timor-Leste deixe o país até 20 de fevereiro, após Timor-Leste abrir processo legal contra o líder militar Min Aung Hlaing por alegados crimes contra a humanidade, elevando a tensão diplomática entre os dois países.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Myanmar, Hau Khan Sum, declarou no domingo que Elisio do Rosario de Sousa, encarregado de negócios da Embaixada de Timor-Leste, foi convocado em 13 de fevereiro e recebeu instruções para sair de Myanmar em sete dias.

O ministro disse que a decisão segue o envolvimento do Presidente de Timor-Leste, José Manuel Ramos-Horta, com membros da Chin Human Rights Organization (CHRO), que apresentaram uma queixa em Díli, Timor-Leste.

“As autoridades judiciais de Timor-Leste nomearam um procurador superior para examinar esta queixa, que se refere a ações de outro Estado-membro da ASEAN”, informou The Irrawaddy em Myanmar, em 16 de fevereiro de 2026.

Os documentos da CHRO incluem provas de estupros em grupo durante sete meses, massacre de 10 civis incluindo um jornalista, e assassinato de um menino de 13 anos. A organização busca uma investigação formal com base no princípio da jurisdição universal.

A junta militar acusou o presidente timorense de apoiar um Governo Nacional de Unidade paralelo, “interferindo” nos assuntos internos de Myanmar, considerando isso “não construtivo” e uma violação dos princípios de não-interferência da ASEAN.

Após a convocação e recebimento das informações, o oficial timorense foi instruído a deixar Myanmar conforme a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. A junta enfatizou que permanece comprometida com “relações amistosas” baseadas na soberania e na não-interferência.

Após a publicação desta notícia pelo SAPNews, não houve confirmação oficial com o Ministério das Relações Exteriores e Cooperação de Timor-Leste (MNEK), representado por Bendito Freitas.

 

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