Pontífice : “Quaresma Estimula-nos ás Mudanças de Direção & Convensões”

Imagem : Papa Leão XIV. Fotografia : Vatican News

Sapnews Pro : Durante homilia do Santo Padre Leão XIV que celebrada na Basílica Santa Sabina, Pontífice disse “A Quaresma, estimula-nos às mudanças de direção, conversões que tornam mais crível.”

As cinzas do direito internacional e da justiça, de ecossistemas inteiros, do pensamento crítico e do sentido do sagrado: para os católicos, a Quaresma que hoje se inicia carrega o peso de um mundo em chamas.

Esta metáfora está contida na homilia que Leão XIV pronunciou na Missa celebrada na Basílica de Santa Sabina, após a tradicional procissão que partiu da Igreja de Santo Anselmo nesta Quarta-feira de Cinzas.

Na Quaresma, disse o Santo Padre, redescobrimos a graça de ser Igreja: “Sabemos como é cada vez mais difícil reunir as pessoas e sentir-se povo, não de forma nacionalista e agressiva, mas na comunhão em que cada um encontra o seu lugar”.

Na Igreja, reconhece-se que o mal não vem de presumíveis inimigos, mas está dentro dos próprios corações e os pecados que devem ser enfrentados com a assunção de responsabilidades.

Certamente o pecado é sempre pessoal, afirmou o Pontífice, mas ganha forma nos ambientes reais e virtuais, dentro de autênticas “estruturas de pecado” de ordem econômica, cultural, política e até religiosa.

“A Quaresma, com efeito, estimula-nos às mudanças de direção – conversões – que tornam mais crível o nosso anúncio.” Disse Papa Leão XIV em Vaticano,19/02/2026. Citou Vatican News

Este anúncio passa também pelo Rito das Cinzas, que São Paulo VI desejou celebrar publicamente 60 anos atrás, após a conclusão do Vaticano II. Na época, o Papa Montini usou a expressão “apologia das cinzas” para sintetizar o pessimismo que permeava a produção intelectual, em que emergia a imensa tristeza da vida e a metafísica do absurdo e do nada.

“Hoje podemos reconhecer a profecia contida nestas palavras e sentir nas cinzas que nos são impostas o peso de um mundo em chamas, de cidades inteiras destruídas pela guerra: as cinzas do direito internacional e da justiça entre os povos, as cinzas de ecossistemas inteiros e da concórdia entre as pessoas, as cinzas do pensamento crítico e de antigas sabedorias locais, as cinzas daquele sentido do sagrado que habita em cada criatura.”

Eis a necessidade de testemunhar Cristo Ressuscitado. Reconhecer os nossos pecados, acrescentou o Papa, “significa não nos determos nas cinzas, mas levantarmo-nos e reconstruirmos”.

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