“Democracia em risco? Papa adverte contra o domínio de elites econômicas e tecnológicas”

Imajem: Pontífise Papa Leão XIV. Foto : Vatican News

SAPNewsTL, Internasionál : O Santo Padre disse que a Doutrina Social da Igreja, que considera o poder não como um fim em si mesmo, mas como um meio ordenado para o bem comum, “Sem lei moral, democracia pode virar tirania”.

No texto, o Pontífice considerou que o poder não como um fim em si mesmo, mas como um meio ordenado para o bem comum.

“Isso implica que a legitimidade da autoridade não depende do acúmulo de poder econômico ou tecnológico, mas da sabedoria e da virtude com que é exercida”, escreve o PapaNew Leão XIV. Segundo Vatican News

Essa compreensão do poder legítimo encontra uma de suas expressões mais elevadas na democracia autêntica.

Pontífice alerta, a democracia permanece saudável somente quando enraizada na lei moral e em uma verdadeira visão da pessoa humana. Sem esse alicerce, afirma, “corre o risco de se tornar uma tirania majoritária ou uma máscara para o domínio das elites econômicas e tecnológicas”.

O Santo Padre prossegue recordando que os mesmos princípios que orientam o exercício da autoridade dentro das nações devem, da mesma forma, nortear a ordem internacional.

“Uma verdade que é particularmente importante recordar num momento em que rivalidades estratégicas e alianças instáveis estão remodelando as relações globais”.

“Devemos lembrar que uma ordem internacional justa e estável não pode surgir do mero equilíbrio de forças ou de uma lógica puramente tecnocrática. A concentração do poder tecnológico, econômico e militar nas mãos de poucos ameaça tanto a participação democrática entre os povos quanto a concórdia internacional.”

Leão XIV recorre à a clássica definição agostiniana de paz, para afirmar que se deve buscar esperança no Reino de Deus quando os poderes terrenos ameaçam a “tranquillitas ordinis”, pois revela seu significado escatológico.

“Nesta perspectiva de fé, somos lembrados de que a onipotência de Deus se manifesta especialmente na misericórdia e no perdão; o poder divino não domina, mas cura e restaura. É precisamente essa lógica da caridade que deve animar a história”, defende o Pontífice.

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